PEC 37 POLEMICA E
TENSÃO
A PEC 37, prestes a ser votada, retrocede o Ministério Público(MP), segundo parcela significativa de seus componentes, à importância que tinha antes da
promulgação da Constituição Federal de 1988 quando as investigações eram
atribuições das polícias limitando a atuação do MP.
QUEM INVESTIGARÁ
Se aprovada a PEC 37, qualquer investigação passará obrigatoriamente
pelas delegacias de polícias Civil e Federal que terão a incumbência de prover
o MP de informações resultantes das investigações, que por sua vez, baseado nos
dados colhidos levantará as acusações cabíveis.
LEVANTAMENTO DAS
PROVAS
As criticas por parte de componentes do Ministério Público
advém justamente do modo que os promotores obterão dados para formalizarem suas
acusações. Uma das dúvidas do M.P é a possibilidade de que um determinado
delegado não conseguindo coletar provas suficientes em tempo hábil poderá
prejudicar sensivelmente a tomada de ação da promotoria.
DEFENSORES DA PEC
”Defensores da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, que limita a atuação criminal do
Ministério Público (MP), dizem que o órgão aproveita suposta brecha na
Constituição para exercer um papel investigativo que não lhe compete. Além
disso, o MP estaria escolhendo os casos em que quer atuar e desrespeitando
garantias previstas nos inquéritos policiais, como o fornecimento de
informações aos investigados”.
REGRAS MAIS CLARAS
Defendendo que as regras sejam mais claras nas
investigações, a maioria dos ministros quer o Ministério Público seguindo as
mesmas regras do inquérito policial, com supervisão do Judiciário e publicidade
de informações aos acusados.
É COM AS POLICIAS
O ministro Marco Aurélio de Mello pronunciou-se favorável
que as investigações fiquem por conta das polícias.
OAB DO PARANA PREFERE
AGUARDAR
A OAB do Paraná, através de seu presidente Juliano Breda se
posicionou contra a discussão e votação da PEC 37 neste primeiro momento e
disse que prefere aguardar a conclusão do julgamento de inconstitucionalidade
dos poderes do Ministério Público. Disse ainda, que o poder de investigação
deve ficar com a policia e que somente em alguns casos caberia ao M.P. o poder
de investigação.
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| Bernardo Cabral |
BERNARDO
CABRAL EM MARÇO DE 2012 JÁ DIZIA
Bernardo
Cabral ex-senador e relator da Constituição Federal de 1988. A atuação do MP
durante esses 20 anos foi eficiente “porque foi através do seu fortalecimento
que se levou a efeito o combate sem trégua à corrupção”. Mas é preciso ter
cuidado com excessos.



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